O triunfo revolucionário de 1959

O triunfo revolucionário de 1959
O triunfo revolucionário de 1959

Dados relevantes sobre o triunfo revolucionário de 1959

O triunfo revolucionário de 1959 teve lugar no mesmo dia 1 de janeiro de 1959, uma vez que Batista abandonou o país. Este processo histórico de transcendental importância para a história de Cuba surgiu como resultado do aparecimento do Movimento 26 de Julho, o qual provocou a queda do regime ditatorial de Fulgencio Batista e permitiu a chegada ao poder de Fidel Castro como líder do Exército Rebelde. Numa última manobra desesperada e patrocinada pela embaixada norte-americana, o general Eulogio Cantillo tentou criar uma junta cívico-militar. Não obstante, Fidel Castro exortou a guarnição de Santiago de Cuba a se render e ordenou ao povo fazer uma greve geral, a qual apoiada maciçamente por todo o país assegurou a vitória da Revolução. Uma vez instalado no poder, o governo revolucionário deu início ao desmantelamento do sistema político neocolonial. Para isso foram dissolvidos os corpos repressivos e se garantiu aos cidadãos o exercício pleno dos seus direitos. A administração pública foi saneada e se confiscaram os bens roubados. Os criminosos de guerra batistianos foram julgados e sancionados, foram eliminadas as corrompidas direcções do movimento operário e dissolvidos os partidos políticos que haviam servido à tirania.

O triunfo revolucionário de 1959 e as suas primeiras medidas adoptadas

O triunfo revolucionário de 1959 trouxe com ele a implementação de diversas medidas de carácter popular. Com a designação como Primeiro-ministro, no mês de fevereiro, do Comandante Fidel Castro Ruz, imprimiu-se um ritmo acelerado na execução de todas estas medidas. Em primeiro lugar, aprovou-se uma rebaixa geral dos aluguéis, tornaram-se públicas as praias para o desfrute do povo e foram nacionalizadas as companhias que monopolizavam os serviços públicos. Não obstante, a mais destacada de todas estas medidas é, sem dúvida, a implementação da Lei de Reforma Agrária. Esta lei foi aprovada em 17 de maio desse mesmo ano e contava dentro dos seus pressupostos com a eliminação do latifúndio, ao nacionalizar todas as propriedades de mais de 420 hectares de extensão. Esta medida entregava ademais a propriedade da terra a dezenas de milhar de camponeses, rendeiros e precaristas. A aplicação da Lei de Reforma Agrária trouxe com ela a colérica resposta dos interesses afectados. O governo dos Estados Unidos não ocultou nunca seu desgosto pelo triunfo revolucionário e pelo auge das suas medidas. Esta administração, após suscitar uma mal-intencionada campanha de imprensa contra Cuba, adoptou uma política de fustigamento sistemático contra a Ilha. Seu claro objectivo era o de desestabilizar o país alentando e apoiando movimentos contrarrevolucionários. Os obstáculos interpostos pelo então presidente Manuel Urrutia às diferentes transformações revolucionárias, provocaram em Julho de 1959 a demissão de Fidel Castro ao seu cargo. Dias depois, e como consequência de manifestações de apoio maciço por parte do povo, Fidel regressa à sua função e Urrutia renuncia como presidente para ser substituído por Osvaldo Dorticós.

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