Os caminho-de-ferro cubano na actualidade

O caminho-de-ferro cubano na actualidade
O caminho-de-ferro cubano na actualidade

Algumas generalidades sobre o caminho-de-ferro cubano na actualidade

O caminho-de-ferro cubano na actualidade está marcado, fundamentalmente pela crise económica que gerou a desintegração do bloco socialista no ano 1991 e que produziu sérias consequências para o transporte ferroviário. Entre os anos 2002 e 2006, com o fechamento e a desativação de mais de metade das fábricas de açúcar do país, a rede de caminhos-de-ferro que estas atendiam reduziu-se consideravelmente. Não obstante, o governo realizou inúmeros esforços por preservar e recuperar o caminho-de-ferro, particularmente a partir de 2009 e 2010. Já para 2011 determina-se a unificação dos caminhos-de-ferro da União de Ferrocarriles de Cuba. Desta forma, todas as locomotivas que serviam à indústria açucareira passam a fazer parte da Unión de Ferrocarriles de Cuba e são destinados para uso público.

Principais investimentos nos caminhos-de-ferro cubano na actualidade

Embora o panorama dos caminhos-de-ferro cubano na actualidade esteja marcado fundamentalmente por este período de crise ao que fazíamos referência, os esforços governamentais por reverter esta situação não demoraram. Desde o ano 2000 têm-se estado adquirindo locomotivas e carruagens vindas da França (SNCF), Alemanha, Canadá com cinco locomotivas do tipo RSC18, Espanha e o México. A 25 de Setembro de 2007, no âmbito da aliança entre os governos de Hugo Chávez e Raúl Castro, os investidores do Banco da Venezuela para o Desenvolvimento Socioeconómico (BANDES) chegaram a um acordo com Cuba para investir 100 milhões de dólares para realizar melhoras e reparações na infra-estrutura da rede ferroviária da Ilha. O parque do caminho-de-ferro eléctrico de Hershey foi renovado com nove locomotivas eléctricas adquiridas dos Ferrocarrils da Generalitat da Catalunha (FGC), a rede ferroviária do governo catalão. China tem-se convertido num dos principais fornecedores de equipamento ferroviário para Cuba. Em 2006, a Ilha recebeu 12 novas locomotivas chinesas do tipo DF7G-C, com excelente rendimento e com uma potência de 2500 HP/1864, 24968 kW.

Processo de modernização do caminho-de-ferro cubano na actualidade

Entre os anos 2010 e 2011 no caminho-de-ferro cubano foram realizadas reparações capitais nos trechos da via central, a de Cienfuegos-Santa Clara e outros ramais, empregando equipamento adquirido na China. Desta forma, espera-se recuperar a velocidade de desenho na linha central e elevar a velocidade média dos comboios nacionais de passageiros até 100 km/h. Reanima-se também o serviço ferroviário suburbano de Havana. Em 2010 o Ministério dos Transportes dedicou 69% de seus investimentos ao setor ferroviário, incluindo a compra de carruagens de passageiros, vagões de carga, silos de cimento e a implantação de um novo sistema de telecomunicações sem fio. Além do mais, da reparação das ferrovias. Compraram-se também 112 locomotivas novas a serem entregues entre 2010 e 2012.

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